O Botafogo vive uma grande crise tanto dentro quanto fora das quatro linhas. A exemplo do que aconteceu com o Flamengo no meio do ano. A diferença é que os resultados do rubro-negro acalmaram as coisas dentro do clube, enquanto no alvinegro a situação fica a cada rodada mais delicada.
Além dos maus resultados dentro de campo o clube dispensou quatro jogadores considerados titulares. Emerson Sheik, Júlio Cesar, Edilson e Bolívar. Além disso o Glorioso convive com atrasos salariais.
O Botafogo ocupa a 18º colocação do Campeonato Brasileiro e terá um confronto direto contra o Coritiba fora de casa. A vitória é fundamental para se afastar da zona de rebaixamento. O mau momento refletiu na Copa do Brasil quando perdeu para o Santos por 5 a 0 e consequentemente foi eliminado da competição.
Observando a crise financeira do clube, que é a realidade de quase todos os clubes brasileiros, é impossível não se pensar em um capital estrangeiro no Botafogo. Pensar em um outro modelo de gestão, em profissionalização. Não "vender" o clube, mas abrir as portas para investidores, como acontece no futebol alemão, onde a venda dos clubes é proibida, mas empresas podem investir e comprar ações na bolsa de valores.
Muito se fala na libertação das cotas de tv, em parar de depender da tv globo, mas pouco se faz. A mudança no estatuto dos clubes é fundamental para que tal mudança ocorra. Alteração no calendário, profissionalização da arbitragem só vai ocorrer quando os clubes forem independentes.
O trabalho de marketing do Botafogo também é fraco. Um clube com a história que tem, com a quantidade de craques que teve no seu passado deveria explorar mais isso, trazê-los para perto do clube, trazer a sua torcida para o clube, pois é seu principal patrimônio. Fazer um sócio torcedor adequado e ter 30 mil, 40 mil de público por jogo. Impossível? Claro que não. Basta fazer o certo.
É impensável ver o Botafogo se tornando um América e sumindo do cenário nacional. Muito irão dizer que isso não ocorrerá. Se más gestões continuarem isso pode sim vir a acontecer, declarar falência.
A cultura do futebol brasileiro precisa parar de ser a de só apagar incêndio e sim começar a investir na base, formar jogadores, esculpir os talentos. A CBF precisa parar de se preocupar só com a seleção brasileira e olhar mais para o campeonato que ela diz organizar. Sem clubes não há seleção brasileira.
Nenhum comentário:
Postar um comentário