Após a tragédia acontecida no último jogo do Corinthians na Copa Libertadores contra o San José, na cidade de Oruro, na Bolívia, algumas perguntas sobre a violência no futebol vêm à tona: A que ponto o ser humano é capaz de atentar contra a vida de outro por causa de futebol? Qual é o motivo disso? Até onde isso irá? Quem são os culpados no contexto? Como os clubes poderiam se unir para conscientizar e combater esse triste lado do esporte? Quais são as possíveis soluções? Enfim, são muitas questões a serem refletidas profundamente.
A violência no futebol não é uma novidade. Há muitos anos atrás, a Inglaterra sofria com isso devido ao hooliganismo. As autoridades inglesas demoraram a perceber a atuação delinquente dos "torcedores" em dias de jogo, onde se reuniam para enfrentar hooligans de outros clubes. Quando o governo inglês notou a organização e os transtornos causados por esses elementos, resolveu agir. Prisões e penas pesadas começaram a ser aplicadas aos infratores após a identificação dos mesmos. Além disso, mudou-se a concepção da estrutura de realização do futebol no país, onde iniciou-se o movimento de elitização do futebol, no qual particularmente sou contra, associando a violência à pobreza. Assim, foi criada a Premier League, sucesso até hoje em questão de organização, faturamento e qualidade do espetáculo. Isso responde alguma questão levantada na introdução desse post? Sim, algumas coisas servem como modelo.
O assunto da violência no futebol é muito complexo e abrangente. Porém, com esse exemplo podemos concluir algumas coisas. Uma delas é o pouco caso das autoridades em relação a esse assunto, como a falta de punição percebida pelo governo inglês, que mudou radicalmente sua postura. Aplicando leis e penas severas após adotar mecanismos de identificação dos infratores. Então, o governo tem um papel primordial nisso, que é o de adotar medidas de punição, e assim, coibir a ação criminosa dessas pessoas. Uma outra questão que podemos responder, é que o cumprimento "à risca" da legislação é essencial. Não tenho uma opinião formada sobre a criação de legislações específicas, mas sei que as leis estão aí, porém não são cumpridas ou são burladas.
Ações punitivas e severas certamente intimidariam os membros criminosos que se infiltram em torcidas organizadas. Além disso, a fiscalização contínua das mesmas, com atualização dos cadastros, ajudaria o órgão competente a mapear e detectar qualquer atitude que pudesse colocar a vida e integridade de torcedores de bem em risco. Porém, como disse anteriormente, essa é só uma parte de um assunto delicado e abrangente. No qual, tentarei refletir junto com você, leitor, e responder no próximo post as outras questões que levantei no início desse texto.
Qualquer idéia, crítica ou observação que você tiver, é só comentar!
Um grande abraço e até a próxima!
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